Vinicius Teles e Patricia Figueira, do Casal Partiu: “variedade é o principal ponto positivo do nomadismo digital”

O termo vem aparecendo em vários livros recentes como “Digital Nomads: How to Live, Work and Play around the world” ou “Be a Digital Nomad”. Uma das primeiras obras a utilizar a expressão foi o “Digital Nomad”, publicado em 1999. Ele também tem sido cada vez mais utilizado também por profissionais com origem na indústria criativa.

Após 12 anos no mundo corporativo, sendo seu último cargo diretor de marketing digital na L’Oréal, Ian Borges resolveu buscar mais “propósito” como empreendedor. Borges possui a startup “Futuro do Trabalho” que co-fundou junto com o empresário Ricardo Semler. “Os principais benefícios são a liberdade geográfica e a possibilidade de conhecer novos países e culturas continuamente. Os contras são relacionados a distância da família, amigos e pets no Brasil. Mesmo com as redes sociais e video calls, a saudade é grande já que perdemos muitos momentos especiais”, diz Borges.


O ex-diretor de marketing da L’Oréal resolveu “se aventurar como empreendedor e buscar mais “propósito”

Borges explica que de desafios práticos de trabalho estão os fusos horários. “Principalmente quando estamos do outro lado do mundo, para alinhamento de reuniões. As questões burocráticas de banco, documentos, assinaturas e contratos também é bem chata, pois a maior parte dos sistemas e processos no Brasil não são adaptados para esse estilo nômade, exigindo deixar muitas procurações com a família”, afirma. 

Ele reforça que para aqueles que possuem a oportunidade de se tornarem nômades digitais a primeira pergunta a ser feita é: “Porque você quer se tornar um nômade digital?. O propósito dever ser muito claro, pois esse propósito que vai ajudar a seguir em frente nos momentos de dificuldades durante a jornada”, diz Ian.

Um outro ponto é planejamento. É muito importante pensar em economias, destinos, roteiros, previsão de gastos, vistos, vacinas e seguros. Enfim, uma série de aspectos importantes que a pessoa aprenderá com a experiência, mas que vale a penas investir energia antes de apenas se jogar no mundo. Nomadismo digital é bem diferente de turismo ou mochilão”, afirma Borges.