De acordo com o estudo publicado na revista científica Earth and Planetary Science Letters, a rocha em questão pode ter 4,1 bilhões de anos e consiste em quartzo, feldspato e zircão, minerais que são bastante comuns na Terra, mas altamente incomuns na Lua.

Então, a conclusão dos pesquisadores é que a relíquia foi enviada para fora da Terra graças a um poderoso impacto, possivelmente de um asteroide ou de um cometa, e, depois que o pedaço colidiu com a Lua (que, por sinal, na época era três vezes mais próxima da Terra do que hoje em dia), acabou se misturando com outros materiais da superfície lunar, permanecendo lá por todo esse tempo até que os astronautas da NASA o descobriram.



Nas palavras de David Kring, coautor do estudo e cientista da USRA (Universities Space Research Association), que fica no Lunar and Planetary Institute, em Houston (EUA), esta "é uma descoberta extraordinária que ajuda a pintar uma imagem melhor da Terra primitiva e dos bombardeios que modificaram nosso planeta durante a aurora de sua vida".