Iarema Soares / Agencia RBS

Uma plateia lotada, de olhos e ouvidos atentos, assistiu a palestra de Poppy Crum, cientista-chefe da Dolby Laboratories e professora da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, realizada na noite desta quarta-feira (13), na Campus Party. A notícia que ela trouxe, no entanto, não foi tão agradável: a era da cara de paisagem está com os dias contados.

Na explanação de quase uma hora, a pesquisadora afirmou que o desenvolvimento tecnológico de computadores, celulares e demais dispositivos eletrônicos não permitirá que as pessoas consigam disfarçar suas emoções, porque a evolução desses aparelhos caminha em uma direção na qual será possível identificar e, até mesmo, prever o comportamento humano, disse Poppy.

Ela destacou que as tecnologias de Inteligência Artificial serão os grandes motores dessa revolução. A IA que, atualmente, é utilizada para simular o sistema de aprendizado humano em máquinas, em seu próximo estágio, será combinada com outros sensores que poderão revelar a paixão, a raiva e o amor que uma pessoa está sentindo.

– A tecnologia existe para ler as pistas e, combinada com a inteligência artificial que pode analisar padrões no contexto, pode-se ampliar a empatia, se usada para o bem, ou levar a abusos, se usada para manipular – afirma.   

Ao longo da fala, a professora de Stanford trouxe exemplos de como já denunciamos, naturalmente, nosso estado de espírito. Por exemplo, a dilatação dos olhos revela o quanto o cérebro está trabalhando, o calor liberado pela pele evidencia se estamos estressados e a quantidade de dióxido de carbono exalado, por sua vez, pode sinalizar o quanto a pessoa ou uma multidão estão irritados, revela Poppy.