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Já faz um tempo que o Facebook falava em lançar sua própria criptomoeda, e este momento finalmente chegou. As moedas digitais estiveram no auge das conversas em 2017 e no início de 2018, quando a Bitcoin – a mais conhecida entre elas – bateu mais de R$69 mil. O Facebook também resolveu entrar no clube das criptos e lançou a Libra (sim, com o mesmo nome da moeda do Reino Unido).

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O objetivo da Libra é ser uma moeda global simples, com uma infraestrutura financeira forte, que poderá estar presente no cotidiano de bilhões de pessoas. Uma das premissas para uma criptomoeda ser confiável é que ela deve ser segura, mas o histórico do Facebook em relação à segurança de dados não é um exemplo a ser seguido. Talvez por isso Zuckerberg tenha entendido que, por mais que a Libra fique conhecida como “a moeda digital do Facebook”, ela não deve ser controlada 100% pela rede social.

A moeda será controlada pela Associação Libra, uma organização independente e sem fins lucrativos. Localizada em Genebra, na Suíça, ela contará com membros de instituições acadêmicas, organizações internacionais e empresas de diversos setores. De início, o quadro da associação é formado por 28 membros – nomes bastante conhecidos do mercado. Todos investiram pelo menos USD 10 milhões no projeto:

  • Pagamentos: Mastercard, PayPal, PayU (Naspers’ fintech arm), Stripe, Visa
  • Tecnologia e mercados: Booking Holdings, eBay, Facebook/Calibra, Farfetch, Lyft, Mercado Pago, Spotify AB, Uber Technologies, Inc.
  • Telecomunicações: Iliad, Vodafone Group
  • Blockchain: Anchorage, Bison Trails, Coinbase, Inc., Xapo Holdings Limited
  • Capital de risco: Andreessen Horowitz, Breakthrough Initiatives, Ribbit Capital, Thrive Capital, Union Square Ventures
  • Organizações internacionais e sem fins lucrativos, e instituições acadêmicas: Creative Destruction Lab, Kiva, Mercy Corps, Women’s World Banking

Quem fica responsável para cuidar das negociações e da proteção dos dados dos clientes é uma companhia subsidiária chamada Calibra. Com ela, a criptomoeda garante que as transações dos usuários não serão misturadas com os dados armazenados no Facebook.