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No sábado passado, dia 20 de julho, completou-se o 50º aniversário do pouso da missão Apollo 11 na Lua. E 50 anos depois, uma startup em blockchain chamada Diana está lançando um “registro lunar” que tenta colocar a superfície lunar em um livro distribuído.

De acordo com a Coindesk, o projeto está oferecendo a propriedade coletiva do satélite natural da Terra através da divisão da lua em 3.874.204.892 células, que serão codificadas em uma blockchain por meio de um endereço de três palavras. A prova de participação neste “mapa cadastral” é representada por dois tokens chamados Dia e Mond.

Na prática, os detentores dos tokens seriam proprietários de um pedaço da superfície lunar representado pelos tokens em si. Cada token corresponde a 9,790 metros quadrados da superfície lunar. Entretanto, apenas a face da Lua visível da Terra está disponível – o “lado oculto da Lua” não está incluso na divisão.
O whitepaper do projeto cita o Artigo II. No entanto, os fundadores apontam que este tratado não diz nada sobre “propriedade privada” ou divisão do Sistema Solar. Eles também afirmam que muitas nações soberanas, como a China, e corporações ricas em capital, como a Blue Origin de Jeff Bezos, estão se preparando para explorar, e talvez monopolizar, a “herança compartilhada da humanidade”.

Com isso, eles acreditam que esta corrida espacial da próxima geração levará inevitavelmente à questão sobre “quem é dono da Lua”.