Escassez de profissionais eleva salários de desenvolvedores iOs e Android a mais de R$ 9.500

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Pesquisa da plataforma de recrutamento trampos.co revela que falta de especialistas em tecnologia da informação está fazendo ganhos na área subirem em ritmo acelerado.


A média salarial para desenvolvedores especializados nos sistemas iOs, da Apple, já chega a R$ 9.750, seguida de ganhos médios de R$ 9.588 para desenvolvedores do sistema Android, da Alphabet, dona do Google. A informação consta de uma pesquisa da plataforma de recrutamento trampos.co, segundo a qual a escassez de profissionais de TI (tecnologia da informação) está elevando os salários na área em ritmo superior aos de outras profissões.


Com base em informações reunidas junto a 1.154 empresas no Brasil que contrataram em 2019, entre agências, startups, produtoras, e-commerces, empresas de pequeno e médio porte e grandes players, o levantamento sinaliza oportunidades para quem ainda vai entrar no mercado de trabalho e uma demanda por rápida especialização em novas tecnologias para os profissionais já atuantes.


Os dados sugerem que o setor de TI não só se manteve na contramão da crise econômica como promete seguir aquecido em 2020.


Além disso, o estudo aponta as habilidades mais desejadas pelas contratantes. Na área de desenvolvimento, o estudo considerou duas subdivisões: web e mobile.


No universo web, 40% das vagas abertas buscavam desenvolvedores full-stack (que atuam em várias etapas de um projeto), 27% buscavam programadores front-end (que trabalham com a interface, ou seja, com a parte da aplicação que interage com o usuário) e 17% almejavam profissionais de back-end (que operam na parte “de trás”, responsáveis por forjar linguagens para implementar as regras do negócio).


Já no universo mobile, 24% dos postos buscavam quem domina o sistema Android, 19% precisavam de desenvolvedores iOs e 1% queriam desenvolvedores capazes de trabalhar com as duas linguagens. Entre as 10 habilidades mais requisitadas neste mercado, seguem no topo o domínio de Javascript, seguido de HTML e CSS, repetindo um padrão registrado em 2018.



“A novidade é o aumento da busca por desenvolvedores que conheçam a linguagem Git, agora em quarto lugar. Também surpreendeu a queda vertiginosa da requisição do inglês, que pulou da quinta posição para a décima primeira e deu lugar à exigência de conhecimentos em PHP”, observa Tiago Yonamine, CEO do trampos.co e especialista em recrutamento.


“A maioria das empresas buscam o full-stack para que os profissionais tomem conhecimento de todos os processos, possibilitando maior engajamento do time. Pelo mesmo motivo, o Javascript é a habilidade mais desejada, uma vez que é voltada para a atuação do full-stack ", opina Nathalia Sacks, gerente de admissão da escola de tecnologia Ironhack Brasil.


O estudo aponta ainda que a maioria dos postos de trabalho continua concentrada nas empresas (93%) e que a quantidade de vagas ofertadas em sistema de home office caiu de 8% em 2018 para 7% em 2019. “No atual contexto de transformações aceleradas, os empregadores têm responsabilidade maior em relação ao aperfeiçoamento dos seus funcionários. Na maioria dos casos, vai ser dentro da empresa que o profissional desenvolverá as habilidades necessárias”, comenta Richard Vasconcelos, CEO da LEO Learning Brasil, que criou o LearningFlix, plataforma de estudos semelhante às de streaming, como a Netflix.

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