O que é educação online a distância: os 5 pontos principais

As matrículas de meio de ano nas redes de ensino superior devem cair 70% em meio à pandemia do coronavírus, segundo estimativa da consultoria Atmã Educar. No total de novos alunos previstos para o ano, a queda deve ser de 17%, caindo de 2,5 milhões para 2.060 milhões. A baixa nas matrículas e o aumento na inadimplência devem gerar uma perda de receita no ano que pode chegar a 10%, ou R$ 6 bilhões de reais, segundo informou a Atmã a reportagem da Exame.

O ensino online é a alternativa possível para minimizar os efeitos do coronavírus, mas no curto prazo não é uma solução que reduza os custos das instituições.

A Atmã calcula que uma faculdade média, de 5.000 alunos, precise investir 200.000 reais para iniciar aulas online — e, depois, outros 15 reais por aluno por mês com tecnologia e conteúdo. Um exemplo deste cenário é a Cogna (antiga Kroton).

A rede educacional teve prejuízo líquido R$ 39,122 milhões no primeiro trimestre, revertendo lucro de R$ 250,4 milhões no mesmo período do ano anterior, considerando análise gerencial do grupo de educação, resultado da piora no desempenho operacional e maior alavancagem financeira.

A Cogna afirmou, em balanço divulgado no final da quinta-feira (21), que o ano de 2020 já se mostrava desafiador para a Kroton, devido ao impacto na receita esperado da última grande safra de formaturas de alunos do programa de financiamento estudantil Fies, mas o desempenho no primeiro trimestre também acabou sendo afetado pela pandemia de Covid-19.

A companhia destaca redução do volume de captação de alunos do ensino presencial, embora parcialmente compensado pela recuperação de ticket dos calouros, atraso no reconhecimento de receitas relacionado à demora na assinatura dos contratos de aditamento do Fies e provável aumento na inadimplência futura.

Tecnologia como aliada
A pandemia do coronavírus ressalta o papel da tecnologia como aliada das instituições de ensino superior. Segundo levantamento “Impacto no Cenário Brasileiro de Inovação na Aprendizagem: COVID-19“, realizado pela Future Education, aceleradora dedicada ao empreendedorismo educacional, o investimento em novas tecnologias será a principal estratégia das universidades para superar a crise nos próximos 12 meses.