Remarketing no Google Ads: 5 Estratégias Avançadas

Na 3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online realizada pelo SEBRAE, constatou-se que apenas 1,5% dos usuários que acessam um e-commerce, de fato, compram. Os outros 98,5% saem sem gastar um centavo. Por isso, o remarketing tem ganhado mais força. Hoje em dia, é quase impossível abandonar um site e não ser impactado posteriormente por um anúncio com o produto ou serviço.

O que é remarketing?
Remarketing é uma forma de divulgação em que é possível exibir anúncios para usuários que acessaram seu site ou aplicativo. Por exemplo, quando as pessoas saem do site sem realizar a ação desejada - como um cadastro, compra ou download de um ebook -, o remarketing permite que as empresas interajam novamente com elas mostrando anúncios relevantes.

Mas, para obter excelentes resultados, não basta oferecer desconto. É preciso executar uma boa estratégia de divulgação. Os usuários já conhecem seu produto/serviço e estão familiarizados com a sua marca, é hora de agir com sabedoria para que eles retornem ao seu site e convertam.

Segundo artigo publicado pelo Marketing Land, a taxa de cliques de um anúncio de remarketing pode ser de 3 a 10 vezes maior do que campanhas de display direcionadas a novos usuários.

Antes de abordarmos as estratégias, é importante saber o que é e como funciona a lista de remarketing.

Segundo o Google Ads, uma lista de remarketing é um grupo de visitantes do site coletados por snippets de código adicionados ao seu site. De forma mais simples, ao visitarem os sites que possuem tais snippets de remarketing, os usuários são adicionados automaticamente às listas e, a partir daí, é possível segmentar anúncios para eles.


1. Regras
Quando você cria uma lista, define regras informando quando (em qual momento de navegação/página de seu site) os usuários devem ser adicionados a ela. Você também especifica uma duração de associação, que equivale ao tempo que os usuários permanecem na lista.

A duração da associação das listas de remarketing do Google Ads é de até 540 dias. Quer dizer, você pode manter um usuário por 1 ano e meio em uma lista. Lembrando que, se o usuário acessar o site no dia 539, ele reinicia toda a contagem e permanecerá na lista por mais 540 dias.

2. Segmentação
Depois de criar listas de remarketing, você precisará adicioná-las à segmentação de grupos de anúncios de suas campanhas de Google Ads. Desta forma, os seus anúncios serão exibidos somente para os usuários desta lista que você acabou de segmentar.

Há duas formas de implementação das listas de remarketing: com base nas URLs das páginas de seu site ou em parâmetros personalizados.

3. Visitantes de uma página durante datas específicas
Esta é uma estratégia que pode ser utilizada para qualquer ação que aconteça de tempos em tempos, por exemplo, para eventos que acontecem anualmente.

4. Combinar social media com RLSA (listas de remarketing para anúncios da rede de pesquisa)
Ao contrário do Google Ads, o Facebook tem informações sobre o que os usuários realmente gostam e os dados detalhados dos perfis pessoais dos usuários.

Os benefícios do uso de anúncios sociais ao lado de campanhas do Google Ads podem ser enormes.

Por exemplo, um estudo da Kenshoo mostrou que o público de pesquisa paga que já estava exposto à publicidade no Facebook gerou 30% mais retorno sobre o investimento em publicidade (ROAS) e uma elevação de 7% na CTR.

5. Combine Segmentos no Mercado com Remarketing
Segmentos no Mercado (in-Market audiences) permite que você exiba seu anúncio para pessoas que estão pesquisando ativamente e comparando produtos que você oferece, independentemente do site que eles estão visitando atualmente.

São consumidores que estão no último passo antes de tomar uma decisão de compra.

Combinando o público de Segmentos no Mercado com o remarketing, você é capaz de direcionar usuários altamente qualificados para o seu site.